ITABIRITO - MG

ITABIRITO - MG
O Pico de Itabirito é o maior símbolo histórico da cidade e é considerado uma das mais belas e mais ricas formações montanhosas do país, além de ser o único monolito no mundo constituído de hematita compacta. Com 1.586m de altitude, O Pico de Itabirito é tombado pelo Patrimônio Natural Estadual.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Reportagem -Itabirito - Noticias do cotidiano

 Para exemplificar o tema escolhido -  Requalificação do Centro  de Itabirito, a repostagem ilustra  a infraestrutura existente das calçadas na cidade, onde o pedestre tem que brigar com o mobiliário urbano, para transitar, ou escolher a rua  como via de circulação.

 Reportagem retirada do Jornal "O Grito"- Outubro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Obra Análoga : Efectos del Cambio Climático Urbana en Santiago- troca Climática em Santiago

 CAS-  Cambio Climático deSantiago


O Estdo do CAS indica que a Região Metropolitana de Santiago
experimentará uma disminucão de chuvas totais anuais na ordem 20%, por um periodo de do tempo
2045 – 2065. Sob este cenario, los principais resultados são
¾ a Região Metropolitana se converterá em uma región mais árida
 e quente.
¾ Aumento de a temperatura entre 1 - 2 ºC en todas as
estaçõess.
¾ as precipitaciones se concentrarão mais nos meses de
inverno.
¾ as temperaturas extremas altas se concentrarão no verão
¾ Aumentarão os días com temperatura sobre os 30 ºC .






"En la Región Metropolitana de Santiago se han generados diversas
iniciativas que apuntan a dar respuesta y solución a la problemática de
la forestación urbana ambientalmente sustentable:
• Entre los años 2009 y 2010, el Gobierno Regional Metropolitano de
Santiago inició la elaboración de la “Política de Áreas Verdes para la
Región Metropolitana de Santiago”, dentro de sus aspectos más
relevantes se encuentran los temas de equidad territorial; la selección
de especies idóneas a los nuevos requerimientos ambientales;
estándares de las áreas verdes, entre otras.
• En el año 2010 se lanza el programa  Presidencial
1 árbol por cada chileno, a través del Programa
de Forestación. La meta en la Región Metropolitana
de Santiago es de 6 millones de árboles."

Obra Análoga: Plano urbanístico, Palhoça, SC


Plano urbanístico, Palhoça, SC



Autores: Maximus Rumis e Marcela Leiva (DPZ Latin America), Sílvia Lenzi e Jaime Lerner

Em Palhoça, município localizado a cerca de 15 quilômetros de Florianópolis, está sendo implementada uma proposta alinhada com o novo urbanismo, conjunto de idéias formatadas nos Estados Unidos na década de 1980, que são compartilhadas por André Duany, urbanista do escritório Duany Plater-Zyberk (DPZ), daquele país. Elas foram postas em prática pelo DPZ Latin America, em colaboração com os escritórios Jaime Lerner Arquitetos Associados e Sílvia Lenzi Consultoria, no empreendimento Cidade Pedra Branca, que ocupa área de 250 hectares.





De acordo com o empreendedor, desde o princípio o projeto do bairro Cidade Pedra Branca buscou fugir do conceito de condomínios fechados e integrar-se ao município onde se localiza. O empreendimento foi idealizado como um núcleo sustentado com preservação do meio ambiente e no qual o pedestre recebeu tratamento privilegiado. Quando totalmente implantado (período de tempo estimado entre 10 e 15 anos), o bairro-cidade deverá abrigar população de 30 mil pessoas.
O Pedra Branca é constituído por núcleos projetados de forma a permitir que moradores e usuários acessem rapidamente a zona comercial. Uma rede de ciclovias obedece ao mesmo padrão viário, oferecendo rotas alternativas que realçam a visão da cordilheira circundante. Bolsões de áreas verdes, praças e um parque linear ao longo do riacho e do lago criarão oportunidades para encontros e para aproveitar a vida ao ar livre. “O novo urbanismopropõe morar, trabalhar, estudar e se divertir ao alcance de uma pequena caminhada”, explica a urbanista Sílvia Lenzi.


Para desenvolver as quadras de múltiplo uso do Pedra Branca foram contratados vários escritórios de arquitetura. Além de participar da coordenação, o escritório Jaime Lerner também desenhou o Centro Cultural Pedra Branca, que, entre outras instalações, terá um teatro com 800 lugares e um anfiteatro ao ar livre. Os escritórios Desenho Alternativo, Mantovani e Rita, Marchetti e Bonetti, MOS Arquitetos Associados, RC Arquitetura, Ruschell e Teixeira Netto e Studio Domo completam o time. O paisagismo é de Benedito Abbud.


 Mais informações em:http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/maximus-rumis-e-marcela-leiva-dpz-latin-america-silvia-lenzi-e-jaime-lerner-plano-urbanistico-03-03-2008.html



Obra Análoga: Revitalização Centro de Caxias-RJ

Revitalização: Prefeitura promete instalar "chuveirinhos" no Centro de Caxias.







O desconforto causado pelo calor nas épocas mais quentes está com os dias contados no Centro de Duque de Caxias. Obras de revitalização orçadas em R$ 50 milhões preveem a instalação de equipamentos de climatização nos calçadões da região, os “chuveirinhos”, capazes de reduzir a temperatura em até 9º Celsius. Com o plantio de 42 palmeiras imperiais, num trecho de meio quilômetro, a região também terá a cara de bairros da Zona Sul do Rio.

A primeira fase das obras já começou — na quarta-feira, uma palmeira imperial, com 12 metros de altura, será plantada na Avenida Presidente Kennedy. O trecho arborizado, com direito à iluminação artística com refletores, vai da divisa com Vigário Geral, no Rio, até a biblioteca pública da Praça do Pacificador, em Caxias. Mas, as novidades não param por aí: o emaranhado de fios e de cabos telefônicos vai desparecer dos postes do Centro.

— Embutiremos os fios de energia elétrica e de telefonia. Tudo que hoje é aéreo será subterrâneo — disse o prefeito José Camilo Zito dos Santos, que trabalha com a estimativa de um ano para a conclusão da obra.

Árvore da fé
Na Praça do Relógio, a Árvore da fé, um monumento de aço com 9 metros de altura, substituirá o tradicional relógio. Os climatizadores, que terão cobertura metálica, serão instalados nos calçadões da Rua José de Alvarenga e na Avenida Nilo Peçanha. De acordo com Zito, as obras de revitalização vão abranger um trecho total de 50 mil metros quadrados. A área do Centro será monitorada por câmeras de segurança.

— Vamos rever o sistema de drenagem e arborizar a região. Teremos um sistema de climatização nos calçadões do Centro, num trecho de 1200 metros quadrados — afirmou Zito.



Obra Análoga: Design Urbano - Taiwan

Kaohsiung Port Station - Concurso de Design Urbano
 Autores: Jason Lee and Patrick Koschuch
 O concurso iniciou com o incentivo do governo de Kaohsiung em transformar áreas subutilizadas de um bairro em importantes conexões urbanas para a cidade, promovendo infraestrutura viária, preservação cultural e revitalização das áreas verdes existentes, criando um novo desenho urbano associadas a edificações inovadoras para o complexo.




Mais informações  em: http://www.archdaily.com/148606/kaohsiung-port-station-urban-design-competition-winning-proposal-by-de-architekten-cie/

OBRAS ANÁLOGAS: Revitalização Urbana Diagonal Sul, ABC Paulista, São Paulo

Proposta redesenha cidade ao longo de linha ferroviária






AUTORES: Carlos Leite (FAU/Mackenzie) e Eduardo Della Mana (Secovi/SP) e pelo engenheiro Bernd Rieger (Rieger Reurbanização). Trata-se de intervenção em um trecho da capital denominado Diagonal Sul, operação urbana cuja diretriz foi alinhavada no Plano Diretor em vigor e que se desenvolve ao longo da linha ferroviária que conecta o centro paulistano a cidades do ABC paulista.



Os autores propõem ocupar e adensar áreas subutilizadas ao lado da via férrea, dar novos destinos aos armazéns e galpões atualmente ociosos e recuperar terrenos industriais para permitir o uso com outras finalidades. Para eles, a faixa ao longo da ferrovia e o território da Diagonal Sul apresentam a última oportunidade de construção de um território metropolitano. A base teórica de sua proposta é o reaproveitamento dos vazios urbanos centrais.
Leite conta que, quando recebeu o convite dos organizadores da Urban Age, no primeiro semestre de 2008, estabeleceu como premissa apresentar um trabalho factível do ponto de vista legal e, sobretudo, economicamente viável. “Elaboramos uma proposta em que as contas fecham”, ele sintetiza. A incorporação do Secovi/SP (instituição que representa as empresas do mercado imobiliário) e do consultor Rieger à equipe deu respaldo a esse aspecto do projeto.
O segmento imobiliário, na verdade, já manifestou interesse por essa região da cidade, e Rieger realizou um levantamento minucioso, com dados econômicos, legais e avaliação da situação fiscal de todos os imóveis. A intervenção é considerada, pelos autores, a oportunidade de construir “uma cidade dentro da cidade”, mesclando funções distintas, como habitação, transportes, comércio, serviços, lazer etc. Grande parte dos volumes propostos foi desenvolvida como um plano de massa. Contudo, algumas intervenções arquitetônicas foram além desse conceito - um exemplo é a megamarquise a ser implantada ao longo da via férrea. “A ideia é fazer um grande Conjunto Nacional [edifício ícone do modernismo paulista, projeto de David Libeskind]”, detalha Leite. Este espaço abrigaria atividades diversas, incluindo duas estações de trem, metrô e veículo leve sobre pneus (VLP). Ladeando a extensa marquise, a equipe criou um parque linear com espelhos d’água. No final de março, Leite iria apresentar o trabalho no auditório do Secovi. Para que a proposta prospere, no entanto, ele avalia ser essencial constituir um agência de desenvolvimento específica para a atuação na área.

http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/carlos-leite-eduardo-della-mana-e-bernd-rieger-conferencia-urban-24-06-2009.html
 Mais informaçoes em:

OBRAS ANÁLOGAS- BARREIRAS URBANAS- SP



Barreiras Urbanas - Projeto Urbanístico de Transposições- SÃO PAULO
Autora - Ana Gabriela Akaishi - CONCURSO ÓPERA PRIMA-2011


O projeto objetiva revitalizar áreas degradadas da cidade através da reintegração de espaços residuais à população. Sugere a reestruturação do desenho urbano e a inserção de esplanadas, praças e estruturas capazes de dinamizar e gerar maior coesão espacial e social. Aborda, com propriedade, as diversas escalas urbanas que configuram a cidade.


 Mais ingormações sobre o projeto em: http://content.yudu.com/Library/A1onkt/TFGAnaGabrielaAkaish/resources/index.htm?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

MAPA - ITABIRITO

Vista Aérea - Pontos Turísticos

 
 
Ruinas -Matozinhos

Rua do Rosário



Matriz N. Sra. Boa Viagem

 Vista do Matozinhos












FOTOS CENTRO - COMÉRCIO



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ENTREVISTA - MORADORES ITABIRITO

  Em visita à cidade, foram realizadas algumas entrevistas com moradores, com intuito de analisar a percepção da cidade diante da evolução urbana nos últimos tempos. Alguns temas  relacionados ao clima, presença de áreas verdes, especulação imobiliária e oportunidades econômicas dentro da cidade foram questionados. Segue alguns relatos dos entrevistados.

 "O clima de Itabirito já foi bem melhor, a sensação que eu tenho é que os dias estão bem mais quentes, o inverno que antes durava até o final de agosto, já não existe mais. Pode ser que tenha haver com o tal aquecimento global..." Rosângela Maria  Rezende Serra - Professora

"... Quando a Camargo Correia se instalou em Itabirito pela última vez, eu e me famíla nos mudamos para Cachoeira do Campo e alugamos nossa casa no centro para a firma. A falta de casas em Itabirito é muito grande e em termos financeiros valeu muito a pena  mudarmos para lá, mesmo tendo deslocamentos... Fizemos algumas adaptações na casa, aumentamos mais um quarto e um banheiro e alugamos..." Júlia Fernandes Souza - Psicóloga


REPORTAGEM- ARBORIZAÇÃO URBANA


24/08/2011
A arborização urbana
Uma grande empresa de energia elétrica tem, naturalmente, muitos desafios. A maioria deles é relacionada à oferta de infraestrutura para o país continuar crescendo. Instalar redes elétricas, planejar e executar obras para acompanhar o crescimento do mercado e atender as demandas da indústria, do comércio e da população brasileira integram o repertório essencial de iniciativas para a obtenção de qualidade de vida e desenvolvimento humano. Um dos pilares dessa postura é o respeito ao meio ambiente e a busca de soluções para eventuais conflitos que possam existir entre a malha elétrica e a arborização urbana existentes nas cidades. O que se busca é a harmoniosa convivência entre fiação e árvores, premissa importante e absolutamente factível.

O assunto, entretanto, tem motivado alguns posicionamentos polarizados. O que não se pode desconhecer e não aceitar é que para usufruir dos benefícios proporcionados pela energia elétrica, essencial aos níveis atuais de desenvolvimento da sociedade, são necessárias implementações das melhores práticas de gestão em processos de manejo, poda e manutenção da arborização urbana. E ainda adotar constantemente as melhores tecnologias disponíveis no mercado sem gerar ônus aos consumidores. Essa pratica está perfeitamente implantadas nas oito distribuidoras do grupo CPFL Energia.

Na contramão dessa postura, alguns agentes permitem que a vegetação urbana adentre na área de segurança das redes elétricas, cujas regras estão devidamente estabelecidas em norma da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Nessas situações, a poda emergencial contribui para reduzir riscos, alguns graves, como o rompimento de cabos elétricos de altíssima voltagem. Reconhecemos que a arborização urbana é um bem público e deve ser gerenciado, disciplinado e cuidado de forma permanente pelo executivo municipal.

A inadequação nas podas de árvores, principalmente aquelas da vegetação urbana, coloca em perigo não apenas os equipamentos instalados na rede elétrica, mas também as pessoas. Alguns galhos em contato com o solo podem permitir vazamentos de corrente elétrica e até mesmo atingir pedestres, principalmente em épocas de chuvas. Há também riscos envolvendo o rompimento da fiação e curtos-circuitos provocados pelo intenso contato dos galhos.

Outros tipos de podas de árvores, cujos galhos não interfiram na fiação elétrica, são de responsabilidade do executivo municipal. Pela expertise da CPFL, muitas vezes esse trabalho é executado pela própria empresa através de parcerias e autorizações especiais, desonerando o orçamento municipal para essa atividade. O foco é garantir uma convivência harmônica entre a vegetação e as redes de distribuição de energia, auxiliando, assim, as prefeituras, responsáveis pela gestão da arborização urbana.

A ideia é adotar as melhores práticas de arborização, desde o planejamento e implantação, à condução da vegetação. Não por acaso, a CPFL mantém um Programa de arborização urbana, que envolve parcerias com prefeituras e um guia com orientações em relação a esse tema. A preocupação com essa atividade é permanente na CPFL, e a distribuição desse guia atende tanto prefeituras como outros órgãos públicos e privados, além do conteúdo estar disponibilizado no site da empresa (www.cpfl.com.br), com informações relativas às espécies recomendadas para plantio e aos padrões de poda adequados ao sistema.

Outras ações seguem esse mesmo caminho. Como a doação de 800 mil mudas de árvores adequadas à arborização urbana para as prefeituras da área de atuação da CPFL, treinamento e capacitação de colaboradores próprios, das empresas contratadas e de prefeituras para realização de podas, participação em grupos de estudos sobre arborização, fomento ao disciplinamento legal da gestão da arborização urbana e utilização de tecnologias, em projetos de novas instalações, que minimizem a necessidade de podas.

É preciso discutir a arborização urbana dentro de um conceito mais amplo e sistêmico, pois esse é um elemento da urbanização das nossas cidades. Isso tem sido feito pela CPFL, que, através de suas ações, pautada em parcerias construtivas e técnicas inovadoras, poderá contribuir para a construção de um ambiente mais saudável e sustentável para toda a sociedade.



O autor, Rodolfo Nardez Sirol, é diretor de meio ambiente da CPFL Energia

REPORTAGEM - CRISE ECONÔMICA X SUSTENTABILIDADE


Crise pode ajudar políticas de desenvolvimento sustentável, diz ministra

Izabella Teixeira considera que turbulência na economia mundial é uma boa chance para o combate aos problemas socioambientais

São Paulo - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, classificou a crise econômica mundial como um momento “excepcional do ponto de vista estratégico” para o engajamento dos países na defesa de políticas de desenvolvimento sustentável. Segundo ela, as dificuldades geradas pela crise financeira de 2008 e o combate à fome, à pobreza e às desigualdades sociais capacitam os países emergentes a tomar medidas práticas para a solução dos problemas socioambientais.
Izabella Teixeira disse que não é preciso ter uma visão catastrofista dos problemas ambientais “porque o planeta não vai acabar amanhã", mas que é preciso buscar opções para enfrentar o esgotamento dos recursos naturais. A ministra participou, hoje (30), da abertura de uma oficina sobre desenvolvimento sustentável, em São Paulo.
A ministra acredita que o Brasil assumirá a liderança da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que está agendada para junho do ano que vem, no Rio de Janeiro, porque já que tem “uma experiência exitosa, nesses últimos 20 anos, com pragmatismo e ousadia”.

REPORTAGEM- HABITAÇAO POPULAR VERDE


Revista Exame – Edição 982 – Ano 44 – Nº 23 – 15/12/2010

Ordem na casa, diz a CDHU

A maior empresa pública de habitação do país, a CDHU, quer mudar sua imagem. A meta é fazer para a baixa renda moradias confortáveis e verdes


Condomínio da CDHU, em Cubatão, na baixada Santista: aquecedor solar e janelas amplas também para a baixa renda
É fim de tarde, e em um pequeno condomínio da cidade de Cubatão, a 55 quilômetros de São Paulo, crianças andam de bicicleta sobre ruas pavimentadas. Os sobradinhos geminados de dois dormitórios, revestidos de pastilhas de vidro em tons pastel, têm janelas amplas que favorecem a incidência de luz natural. Dentro, todo o chão é de piso frio e a cozinha e o banheiro são revestidos de azulejos brancos. Nos telhados, aquecedores solares garantem o banho quente das famílias, que têm direito a uma vaga de garagem e a uma área comum com um playground e uma churrasqueira. O empreendimento imobiliário parece coisa de classe média — mas, acredite, não é. Quem mora ali, num condomínio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), é gente pobre: muitas famílias têm renda média mensal inferior a dois salários mínimos.
Ao longo das últimas décadas, e em todo o Brasil, as empresas públicas estaduais e municipais de habitação, mais conhecidas como Cohabs, esmeraram-se em ter sua imagem associada à construção de aglomerados de habitações pequenas, feias e de qualidade ruim para a população de baixa renda. A CDHU não escapa à regra. Em bairros da periferia de São Paulo, a empresa ajudou a piorar a paisagem urbana com mares de prédios idênticos e de arquitetura de gosto duvidoso. No interior do estado, onde o calor pode ser mais intenso, o desconforto térmico nas casas da CDHU fez com que elas recebessem o apelido pejorativo de “forno microondas”. Nos últimos quatro anos, porém, a companhia tem tentado vencer a própria imagem.
Por trás dessa tentativa está o engenheiro Lair Krähenbühl, que ocupa os cargos de secretário estadual de Habitação e de presidente da CDHU. Desde que assumiu as duas funções, em 2007, Krähenbühl decidiu que a sustentabilidade permearia a estratégia da companhia, e isso significava, principalmente, melhorar a qualidade do produto oferecido à população. “Incorporamos a ideia de que investir nas casas traria benefícios: para o meio ambiente, à saúde dos moradores, e para a própria CDHU, uma vez que as famílias costumam passar o resto da vida na mesma habitação”, diz o arquiteto Eduar do Trani, chefe de gabinete da Secretaria de Habitação.
O condomínio de Cubatão é parte do residencial Rubens Lara. Quando estiver totalmente pronto, e o plano da CDHU é que isso aconteça em dezembro de 2011, o empreendimento abrigará 1 840 famílias de baixa renda que vivem no entorno da rodovia dos Imigrantes. São pessoas que estão em áreas de risco ou de proteção ambiental, uma vez que a região abriga parte do Parque Estadual da Serra do Mar, uma das maiores áreas contínuas de Mata Atlântica do país. O Rubens Lara não terá apenas sobrados geminados, mas outros tipos de moradia, como casas individuais e prédios de nove e de cinco andares. A ideia é que, assim, o lugar ganhe os contornos de um bairro comum, diverso, e que as pessoas que morem ali não se sintam estigmatizadas. A área de qualquer moradia será superior a 42 metros quadrados e, do total de habitações, 51% terão três dormitórios, com área de 60 metros quadrados, para abrigar famílias mais numerosas. Independentemente do tamanho, todas terão pé-direito de 2,60 metros, aquecedores solares para a água do chuveiro e medição individualizada do consumo de água.
Durante muito tempo, a CDHU trabalhou com um pé-direito 20 centímetros mais baixo. Isso, associado ao uso de telhado sem nenhum tipo de forro ou laje — prática também abolida na gestão de Krähenbühl —, ajuda a entender a alcunha de “forno” que as casas ganharam dos mutuários. Já os aquecedores solares de água não só permitem que as moradias usem uma fonte de energia renovável alternativa como também geram uma redução no valor das contas de luz. A CDHU ainda não tem estudos conclusivos sobre essa economia, mas famílias já revelaram à empresa que ela pode chegar a 40%. “É algo significativo para qualquer consumidor, mas ganha ainda mais relevância para pessoas que moravam em favelas, não pagavam conta alguma e agora vivem uma nova realidade”, diz Eduardo L. Baldacci, gestor do programa de eficiência energética da CDHU. Os medidores individualizados de água também têm uma função estratégica: a de permitir que cada família gerencie seu consumo e pague apenas por ele. Quando o gasto de água é unificado e rateado entre todos os moradores de um conjunto, quem gasta pouco financia os perdulários e os maus pagadores, e isso gera conflitos. Os executivos da CDHU estimam que o aumento da área e as outras mudanças representaram um incremento de 10% no custo unitário das habitações.
Escala
Embora o Rubens Lara seja hoje a principal vitrine dessa nova visão da CDHU, muitas das melhorias em prol do conforto dos moradores e do uso mais inteligente dos recursos naturais vêm sendo testadas há algum tempo e ganharam escala nos últimos quatro anos. A primeira experiência com aquecedores solares foi feita com 136 casas da companhia no município de Cafelândia, no interior do estado, em 2005. Hoje, eles já estão instalados em cerca de 18 000 moradias. “Existem outras iniciativas isoladas de uso da tecnologia no Brasil, mas todas são muito mais modestas”, diz Roberto Lamberts, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e um dos maiores especialistas em eficiência energética de edificações do país. São experiências como essa que fizeram com que a CDHU fosse convidada a participar do Sushi, sigla em inglês para Iniciativa para a Moradia de Interesse Social Sustentável.
O projeto foi criado pela ONU e tem como objetivo propor medidas para melhorar a qualidade das habitações populares e adaptá-las à economia de baixo carbono. Aqui ele é conduzido pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) e pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), que reúne empresas, ONGs e academia. O convite feito à CDHU teve também outra motivação. “A companhia é uma das maiores da América Latina e que mais constrói no país”, diz a arquiteta Diana Csillag, diretora do CBCS. Os números que cercam a operação da CDHU são mesmo grandiosos: de 2007 para cá, a companhia entregou 90 000 moradias e, só neste ano, seu orçamento chegará a 1,3 bilhão de reais.
Hoje, todas as melhorias feitas por Krähenbühl e sua equipe à frente da CDHU são vistas com bons olhos, mas nem sempre foi assim. Quando decidiu lá atrás que metade das moradias seria construída com três dormitórios, o secretário foi criticado. Os opositores à ideia alegavam falta de bom-senso. Afinal, os estudos demográficos não indicavam uma redução no tamanho das famílias brasileiras? Sim. A percepção de Krähenbühl, no entanto, era de que na baixa renda muitas vezes não só pais e filhos vivem sob o mesmo teto, mas também avós e outros parentes. O secretário contratou então o Ibope, e um censo realizado em 500 000 moradias provou que ele estava certo. “Nossa trajetória recente não foi livre de polêmicas, mas sempre tivemos convicção de que estamos no rumo certo”, diz Trani.

REPORTAGEM - GESTÃO DAS CIDADES


Prometeu? Na gestão de cidades, é bom cumprir

Um grupo de 23 cidades abriu um caminho de esperança na, em geral, calamitosa gestão dos municípios brasileiros. Leis locais levam prefeitos a apresentar suas metas e — melhor — a cumpri-las

























“Tenho consciência de que daqui a dois anos a diminuição de metade da poluição talvez não devolva transparência e limpidez às suas águas. Ainda não vai dar para nadar em sua correnteza, mas o próximo governador poderá fazer isso. Quem sabe ele até me convide”, afirmou na ocasião. Vinte anos depois, a utopia publicitária, como é de conhecimento público, não se concretizou.
São Paulo - Em 1992, o então governador de São Paulo Luiz Antônio Fleury Filho anunciou um ambicioso programa de limpeza do Tietê, um dos rios que cruzam a capital paulista, deixando um rastro de podridão e mau cheiro. A meta e
No Brasil, é provável que cada estado e cada município já tenham tido o seu Fleury — ou talvez ainda o tenham. É esse contexto de promessas não cumpridas que dá a real dimensão do que está acontecendo em 23 municípios brasileiros. São cidades onde os prefeitos são obrigados por lei a apresentar um plano de metas e — aleluia! — são levados a cumpri-lo.
A pioneira foi São Paulo, que copiou o projeto Bogotá Cómo Vamos, considerado um divisor de águas na política colombiana. Tanto na capital paulista como nas outras 22 cidades que aderiram à ideia, a lei prevê que os prefeitos apresentem seu plano de metas, em geral até 90 dias após a posse, e prestem contas periodicamente dos resultados.
Não há punição legal contra os que não entregam o prometido, mas agora os eleitores têm um parâmetro objetivo para julgar quem cumpre o que fala.
Um dos exemplos mais contundentes é o do Rio de Janeiro. No dia 15 de junho, mais de 82 000 servidores, 73% do total, receberão um pagamento extra que pode variar de meio a dois salários. O motivo é o cumprimento de 83% das metas para o ano de 2010. Uma delas era arrecadar dívidas atrasadas — principalmente IPTU.
O objetivo eram 350 milhões de reais, mas, ao final, 415 milhões entraram no caixa do município. Outro objetivo era a criação de 3 000 vagas em creches, uma questão crucial para mães de baixa renda. Em dezembro, a prefeitura anunciou a entrega de 7 000 vagas.
“Metas e bônus, ferramentas tão comuns na iniciativa privada, estão começando a melhorar a gestão municipal”, diz Rosiska Darcy de Oliveira, presidente executiva da ONG Rio Como Vamos, que monitora o andamento da iniciativa na cidade.
Choques de gestão, em geral, e o combate ao estelionato eleitoral, em particular, são bem-vindos em todas as esferas do Executivo. O que torna o caso dos municípios especial são dois fatores.
Com receita anual da ordem de 240 bilhões de reais, as 5 565 cidades brasileiras são as principais responsáveis por prover serviços de primeira necessidade, como o de saúde.
normalmente contam com servidores mal preparados e desmotivados. “As cidades têm uma estrutura de gestão muito frágil se comparada aos estados e ao governo federal”, afirma o economista Gustavo Morelli, diretor da consultoria carioca Macroplan, especializada em gestão. 
“Os municípios são os representantes do estado mais próximos das pessoas”, diz Oded Grajew, um dos integrantes da Nossa São Paulo, O
Um dos maiores entusiastas dos planos de metas é Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, que esteve em São Paulo no começo de junho para participar da conferência C40, cúpula sobre desenvolvimento sustentável. Lançado em 2007, o plano nova-iorquino atualiza o cumprimento de metas mensalmente.
Em outras cidades ricas, como Paris e Sydney, iniciativas semelhantes também são seguidas à risca. No Brasil, um país em que muitas leis “não pegam”, o sucesso do plano de metas depende do grau de engajamento do Executivo municipal. No Rio de Janeiro, as reuniões com o prefeito Eduardo Paes ocorrem semanalmente, o que, dizem alguns observadores, tem ajudado a acelerar as decisões.
Divulgar os resultados do plano na internet é uma arma importante para dar transparência às metas. “Isso aumenta a pressão da sociedade sobre o governo, o que acaba provocando maior compromisso em prestar contas”, afirma Armando Cunha, coordenador da pós-graduação da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV do Rio.
No caso de São Paulo, um site da prefeitura permite perceber que o plano está numa fase delicada. Um relatório referente aos dois primeiros anos do programa e divulgado em maio mostra que apenas 10% das metas foram concluídas. A maior parte delas (87%) está em andamento, enquanto 3% ainda não foram iniciadas.
Entre as 194 em andamento, 64 estão com a execução abaixo de 30%, o que lhes valeu o alerta de “cuidado”. “É natural que a maior parte dos projetos seja entregue na fase final do mandato, daqui a um ano e meio.
Mas o ritmo de execução de algumas iniciativas de São Paulo em áreas prioritárias, como saúde e educação, é preocupante”, diz o economista Ladislau Dowbor, professor de economia da PUC em São Paulo e consultor das Nações Unidas.
“A construção de três hospitais não avançou e o ritmo das obras das creches é lento.” A administração do prefeito Gilberto Kassab culpa contratempos com desapropriações de terrenos e a lentidão das decisões judiciais pelos atrasos, o que está longe de ser exclusividade da capital paulista.
Para Kassab, Paes e outros 21 de seus colegas, o cronômetro já está correndo. Para eles, a saída Fleury — prometer e esquecer — não é mais uma opção. Felizmente.

REPORTAGEM- RECONSTRUÇÃO DE CIDADES VERDES


Paragominas, a cidade mais invejada da Amazônia

Paragominas, no Pará, já foi chamada de “Paragobalas” — uma cidade marcada pela violência e pelo desmatamento. Hoje serve de inspiração para outros municípios que querem ser verdes


Niedermeier, da ONG TNC, e Maraschin, produtor rural: ajuda para entender e cumprir a legislação ambiental vigente
Paragominas - Em meados de junho, o bió­logo paulista Ricardo Ribeiro Rodrigues passou o dia em uma sala de um sindicato rural, um pequeno prédio numa cidade de 90 000 habitantes do Pará.
Elogiou dos funcionários que o receberam às condições do pasto. E só quando sentiu o clima da prosa suficientemente leve trouxe à tona o que realmente interessava: os problemas ambientais de cada um. Mostrou o déficit de reserva legal (área de mata nativa que deve permanecer intocada) e passou a discutir as compensações necessárias para adequar as fazendas à legislação.

Ele, que é professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, e especialista em restauração ecológica de áreas degradadas, se reuniu com 13 grandes produtores rurais. Tendo nas mãos um mapa detalhado de suas propriedades, Ribeiro começou a conversa descrevendo com entusiasmo as fazendas — que ele visitara em dias anteriores.
Os produtores escutaram de Rodrigues que, para cumprir a lei, teriam de arrumar centenas de hectares de florestas — no caso mais extremo, um dos fazendeiros “deve” 500 hectares de mata nativa, mais que 500 campos de futebol. Ainda assim, ninguém se alterou, e a discussão sobre como equacionar o passivo prosseguiu no mesmo tom.
Ribeiro estava em Paragominas, cidade no nordeste do Pará, a 300 quilômetros de Belém. E é isso que explica a atmosfera da situação descrita acima.
Enquanto no resto do Brasil a polêmica em torno da reforma do Código Florestal faz com que ambientalistas e ruralistas vivam às turras, Paragominas está envolta num clima diferente. A cidade está incrustada na Amazônia e foi durante muito tempo um dos maiores símbolos de sua destruição.
Lá, até a década passada, desmatava-se como em poucos outros lugares da Região Norte. Prova disso é que o município já abrigou o maior polo madeireiro ilegal do país.
E essa ilegalidade veio acompanhada de violência, o que fez com que muitos se referissem à cidade como “Paragobalas”. Nos idos de 2000, graças à presença de centenas de carvoarias, ela estava constantemente imersa numa nuvem de fumaça.

REPORTAGEM - DIFERENÇA ENTRE FLORESTAS E PARQUES



25 de Agosto de 2011

Florestas são unidades de produção econômica, que secundariamente protegem a biodversidade. Crédito: Pedro da Cunha e Menezes
A recente crise econômica que se instalou na Europa abateu primeiro Grécia e Irlanda. Logo depois atingiu Portugal. Em terras lusas chegou com força, derrubou o Governo socialista e obrigou a administração do país a fechar um acordo de austeridade fiscal e financeira muito rigoroso com a tróica formada pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia, para fiscalizar os empréstimos concedidos a Lisboa.

O acordo, reclamam alguns portugueses, é draconiano. Inclui a redução de salários e do 13º do funcionalismo, a demissão de funcionários temporários, o aumento de impostos, o corte nos gastos públicos e a fusão, a venda ou a extinção de muitas autarquias e repartições governamentais.


No bojo dessa última medida, o Governo português recentemete sugeriu reunir o Instituto português da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICN) com a Autoridade Florestal Nacional. O raciocínio é que juntos os órgãos custarão menos aos cofres públicos, pois haverá racionalização de gastos e uso compartilhado de equipamentos.

A medida vem justamente no momento em que o Brasil trilha o caminho inverso, separando cada vez mais o Instituto Chico Mendes do Serviço Florestal Brasileiro. Quem está com a razão, nós ou eles?

Em princípio, unidades de conservação de uso direto e de uso indireto podem ser bem geridas dentro de um mesmo órgão, como é o caso da África do Sul. Entretanto, a vasta maioria dos países que manejam bem suas áreas protegidas, tanto ricos como pobres, têm optado por separar aquelas que têm características extrativistas das de proteção integral. Para citar alguns exemplos que tive a oportunidade de estudar de perto, é assim na Austrália, na Namíbia e em Portugal. Nos Estados Unidos e no Quênia os dois grupos de unidades de conservação não pertencem sequer ao mesmo Ministério.

"Cabe ao Ministério, e não ao IBAMA nem ao Instituto Chico Mendes, dar o rumo da política ambiental brasileira e, por conseguinte, zelar para que suas autarquias a implementem de forma coordenada e em sintonia."
As atividades de gestão atinentes aos dois grupos são bem distintas. O Grupo extrativista para atingir seus objetivos tem por imperativo o aproveitamento econômico dos recursos ambientais. Seu manejo deve ter um norte sócio-econômico. Tal não é o caso das UCs de proteção integral, onde o principal objetivo não é econômico mas de conservação da biodiversidade. Têm como objetivo secundário proporcionar oportunidades de recreação para a população. Ora, embora os dois grupos façam parte de um mesmo sistema –que no Brasil é o SNUC- são regidos por paradigmas diferentes, têm lógicas administrativas diversas e, por conseguinte, exigem profissionais com treinamentos específicos e díspares.

No Brasil, ambos os modelos já fizeram sentido. Inicialmente, quando da criação do IBAMA não havia um Ministério do Meio Ambiente. Era então aconselhável que o novo órgão tivesse musculatura suficiente para ser capaz de enfrentar os desafios da gestão ambiental,com densidade que o capacitasse a peitar ministérios da área da infraestrutura, mas que fosse também forte o bastante para ser um formulador relevante da política ambiental brasileira. Essa realidade temporal justificou a reunião em só órgão de setores outrossim díspares como a Superintendência de Desenvolvimento da Pesca, a Superintendência da Borracha, o IBDF e a SEMA.


Parques pedem sinalização com educação ambiental. Crédito: Pedro Cunha e Menezes
O modelo cumpriu seu objetivo, mas começou a ser anacrônico após a criação do Ministério do Meio Ambiente. Com efeito, a partir daí toda a formulação de políticas deveria ter ido para o Ministério, que é a instância representativa da vontade do povo, através do voto concedido ao Governo do dia, cabendo ao IBAMA somente a execução dessas mesmas políticas. Mas o uso do cachimbo entorta a boca e o tamanho e orçamento do órgão, desproporcionalmente maiores do que os do Ministério ao qual está subordinado, criaram uma competição pela formulação, prejudicial à área ambiental no Brasil.

Cabe ao Ministério, e não ao IBAMA nem ao Instituto Chico Mendes, dar o rumo da política ambiental brasileira e, por conseguinte, zelar para que suas autarquias a implementem de forma coordenada e em sintonia. As autarquias, por sua vez, devem ter corpos de funcionários cada vez mais profissionalizados (evitando-se a ocupação exagerada de cargos em DAS por funcionários extra-quadro) e focados na atividade fim, qual seja a implementação das políticas emanadas do MMA. Cabe sim às autarquias suprirem o MMA com subsídios e opiniões acerca de tais políticas, inclusive com a cessão de servidores, mas nunca a usurpação da prerrogativa.

No caso Português, a discrepância é ainda maior. No Brasil, substancial parte das Florestas é de mata nativa, o que lhes confere grande importância como repositórios de biodiversidade. No caso de nosso irmão d´além mar, a mesma máxima não é verdadeira. Ali a maioria da florestas é constituída por eucaliptais e pinheirais e têm grande importância como geradores de emprego e renda para o país. Colocar sua gestão sob a mesma égide, movido pela pressão da Tróica para enxugar as finanças do Estado, embute o risco de drenar recursos da proteção e gestão ambiental (que não dá lucro) para adubar a atividade florestal, buscando assim melhorar o desempenho da economia como um todo.

O barato arrisca sair caro...


Parques servem para proteger a biodiversidade (PARNA Peneda-Gerês). Crédito: Pedro Cunha e Menezes

REPORTAGEM - MEIO AMBIENTE - CLIMA


Flávia Moraes
22 de Junho de 2011
Estudo lançado este mês pelas Nações Unidas, a Oxfam e o World Resources Institute aborda as mudanças climáticas de uma forma diferente: com viés empresarial e mercantil. Intitulado “Adaptação para uma economia verde: empresas, comunidades e mudanças do clima”, o texto tem como objetivo principal servir de fonte para as empresas com mercados nacionais, regionais e globais que tenham interesse em aumentar seu foco estratégico em matéria de adaptação nos países em desenvolvimento – onde possuem operações, empregados, clientes atuais e potenciais.

A maioria das companhias entrevistadas para o relatório percebem as mudanças do clima como um mercado: 86% dizem que responder aos riscos climáticos ou investir em adaptação é uma oportunidade de negócio para a sua empresa. 
Fonte: Relatório Adaptação para uma economia verde: empresas, comunidades e mudanças do clima
No documento fica clara a orientação às companhias para que dediquem parte de seus negócios à questão do clima, para que garantam um mercado futuro. Num trecho do resumo executivo, afirma-se que os desafios que as comunidades dos países em desenvolvimento enfrentam com alterações cimáticas são também desafios para as empresas, já que estas últimas dependem das comunidades como fornecedores, clientes e funcionários.

Quando o estudo aborda o caminho para se chegar a uma economia verde, segue uma visão empresarial, na qual aparece a sugestão de uma parceria entre público-privado a fim de facilitar e orientar os negócios das companhias nesse novo nicho de mercado. Os resultados seriam a redução dos gases estufa e a prevenção da perda da biodiversidade e do ecossistema (vistos como “benefícios da natureza para as pessoas”).

Sua abordagem é, assim, bastante diferente de outros estudos, que sempre trazem o problema humano como central. Neste caso, é o problema econômico que está em jogo, da possível perda de mercados, clientes, fornecedores de matérias-primas e mão-de-obra que as grandes empresas podem sofrer se não investirem para o aumento do potencial de adaptação às alterações climáticas nos países menos desenvolvidos

REPORTAGENS - ECONOMIA - ITABIRITO


ITABIRITO

Situado no quadrilátero ferrífero de  Minas Gerais, sua economia gira em torno da'mineração, siderurgia e comércio, sendo que os dois últimos dependem invariavelmente da atividade mineral desempenhada no município.

Localiza-se  uma altitude média de 901 metros, predominando o clima tropical de altitude, de tipo Cwb na classificação climática de Köppen, com verões temperados e úmidos e invernos secos, são registradas geadas ocasionais no município. O ponto culminante de Itabirito é encontrado no Pico do Itabirito monolito de Hematita com de 1.586 metros. O Município é cortado pela Rodovia dos Inconfidentes rodovia esta de facil acesso, porem deve-se tomar muito cuidado, pois a estrada possui muitas curvas, situando-se à meia distância entre Ouro Preto(40 km) e Belo Horizonte(55 km).


 Dados

» Área: 543 km²
» População: 45.484 habitantes (Censo 2010)
»  Densidade: 76,5 habitantes/km²
»  Altitude: 823 m
»  Clima: Tropical de altitude
»  Temperatura: Média Anual: 17 ºC | Máxima: 22 ºC | Mínima: 13 ºC
» Data de Fundação: 1709, Lei nº 1894 / 1995
» Data de emancipação: 7 de setembro de 1923
» Padroeira: Nossa Senhora da Boa Viagem.